Amado por uns e odiado por outros, com Leo Dias não existe o meio termo. Sem papas na língua, ele fala sobre qualquer assunto, sem receio de expor suas opiniões. Ser autêntico é uma de suas qualidades mais marcantes, mas também pode ser uma fonte de confusão muitas vezes, mas não há como negar que ele é um fenômeno na internet com 6 milhões de seguidores só no Instagram, fora as outras redes sociais. 

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No Twitter, por exemplo, são quase 500 mil seguidores que acompanham suas fofocas diariamente – mas também seus desabafos. Frequentemente Léo expõe seus sentimentos ali com o público que o apoia, critica e elogia. O jornalista de celebridades que se tornou uma celebridade nacional.

Em entrevista ao GAY BLOG BR realizada por Whatsapp, Leo Dias comenta sobre o seu novo projeto que vai abranger todas as plataformas de comunicação. O jornalista também fala sobre política, isolamento social, televisão e diversos outros assuntos.

Leo dias
Reprodução

Poderíamos dizer que seu novo projeto no YouTube é algo inovador, um programa ao vivo na plataforma de vídeos com transmissão simultânea para uma emissora de TV, rádio e portal de internet. Você que idealizou o projeto?

Fui eu. Eu não sou um produto da internet. Eu surgi na mídia impressa mas eu ganhei relevância graças à TV. O Google chegou a me procurar no ano passado para me oferecer toda a infraestrutura para abrir um canal no Youtube. Na época, eu estava no UOL e meu contrato me impedia. Mas me dava uma preguiça enorme em saber que demora um tempo para o canal atingir um relevância. Aí, eu pensei: ‘como eu consigo já na estreia atingir muita gente?’ A resposta é simples: diferentes plataformas. 

Entenda uma coisa: hoje em dia, ninguém sai da plataforma que normalmente usa. Eu que tenho que ir atrás do meu público e não ele atrás de mim, entende? O programa tem que estar em todo lugar: radio, TV, internet (em diversos canais), Instagram, Facebook… aí eu vou atingir meu objetivo. Já fechamos com a Jovem Pan, que vai transmitir pela rádio pra todo país e pelo Youtube. São dois canhões. A FM O Dia também vai transmitir e estamos fechando com uma emissora de TV. Provavelmente deve ser a RedeTV, onde eu criei um vínculo. De cara, o programa começa atingindo um público gigantesco. 

Sabemos que as emissoras de TV estão longe de ter a liberdade da internet. Teme sofrer algum tipo de censura em relação a TV aberta?

Na RedeTV eu não acredito que haja censura. E mais: de madrugada tudo é meio que permitido.

Como será o programa? Além de fofocas exclusivas, haverá entrevistas com convidados, participação ao vivo com internautas etc?

Será um programa ao vivo onde tudo pode acontecer. Eu da minha casa e Gracyanne Barbosa da casa dela. Teremos nossas especialistas que entrarão para discutir temas específicos. Por exemplo, Monique Evans vai debater sexo. Não vai ser um programa de fofoca. Vamos comentar sobre tudo o que estiver em pauta. E se não tiver assunto, a gente cria. Ahhhh, o telefone vai estar o tempo todo na mão, poderemos ligar para quem quisermos. O objetivo é causar. As madrugadas estão monótonas demais.

Haverá espaço para assuntos da atualidade como pandemia, política por exemplo?

Pra tudo. Vamos falar dos dias de hoje. Quero opiniões discordantes. Gente que pensa diferente e que vão trocar ideia de maneira respeitosa. Mas eu gostaria de tratar assuntos leves e de pouca relevância. O programa não vai mudar a história da humanidade, só entreter.

Leo dias
Foto de um #TBT de Leo Dias – Reprodução

Como foi esse processo de escolha para definir a equipe que será composta pela Gracyanne Barbosa, Mayra Cardi e Monique Evans? Terá algum participante gay?

O gay sou eu! A escolha? Foi tudo baseado no meu coração. Eu amo e sinto reciprocidade em todas. Esse foi o critério.

Alguns internautas sugeriram Adriane Galisteu e Luana Piovani para fazerem parte da equipe do programa, você chegou a cogitar uma das duas?

Amo Galisteu. Pensamos nela, sim. Mas os meus chefes (eles existem) que tomaram a decisão final. Eu acho que eles consideraram a Galisteu elegante demais. Sei lá….

Com exceção da Lívia Andrade, você chegou a considerar alguém do Triturando para integrar a equipe de seu novo projeto?

Não.

“Conviver comigo mesmo está sendo insuportável”

Mudando um pouco de assunto… Você está lidando bem com o isolamento social? 

Não. Sinto muita falta de ter contato com meus amigos, de sair pra jantar. Admito ser tudo muito banal perto da realidade, mas enfim. Conviver comigo mesmo está sendo insuportável. 

Como é a sua relação com os outros jornalistas de fofoca tais como Fefito, Leão Lobo, Fábia Oliveira e Felipeh Campos?

Eu respeito e admiro todos, mas desses nomes, só tenho contato com o Fefito. Mas repito: são todos relevantes e admiráveis.

Qual é o segredo para uma boa entrevista?

O entrevistado precisa estar disposto a falar. A entrevista é boa quando é diferente de todas as outras que o personagem já deu. Repetir frases prontas não é comigo. Uma dica: perguntas banais, quase infantis. Sempre rendem.

Como você lida com artistas que possuem o ego maior do que o talento?

Eu não lido com eles. Eu os ignoro. O mundo está mudando muito rápido. Os artistas estão perdendo relevância e quem ficar se achando, vai cair do salto alto com a cara no chão. A pandemia mudou os valores da sociedade. Eu acho que a classe artística deveria produzir arte mesmo com o isolamento, através da internet, como os cantores. Atores e atrizes poderiam produzir arte pela internet, de graça, com empresas patrocinando. A arte não pode parar.

Quem é o gay mais inteligente do Brasil na sua opinião?

Hummmmm…. Felipe Neto.

“Os artistas estão perdendo relevância e quem ficar se achando, vai cair do salto alto com a cara no chão”

Você não acha que está acontecendo uma overdose de lives de shows/entrevistas atualmente? Isso de certa forma não satura um pouco os Internautas?

É natural essa overdose. Estamos passando pelo boom das lives. Haverá uma seleção natural. O mercado de lives surgiu mas nem todos permanecerão. Live empresarial é um novo modelo de negócio e uma nova forma do artista ganhar dinheiro. Muitas empresas saíram da rua e foram pro mercado on line do dia para noite e contratando os shows, eles conseguem chamar a atenção do público alvo. É um mercado enorme que surgiu. 

Não pense na live sem uma empresa por trás. Essa é a nova realidade. Quem tiver repertório, carisma e, principalmente, souber se comunicar vai crescer nesse mercado. Agora, pouco importa qual é o hit do momento. Nas lives, é necessário ter conteúdo. Sacou?

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Do tempo que São Paulo e Rio eram mais próximos

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Qual a sua opinião a respeito de personalidade/famoso que faz live paga?

Acho que cobrar do público não vai dar certo. O brasileiro vai gastar menos com diversão. Estamos mais pobres. O artista vai ganhar da empresa, que provavelmente deixou de anunciar na TV, que parou de produzir entretenimento.

A TV aberta ainda tem futuro ou tá com prazo de validade?

Tem futuro e acho que irá se popularizar ainda mais. Haverá um empobrecimento da população, muitas famílias irão cortar a internet, por considerar supérfluo. Eu prevejo uma audiência maior, pelo fato de ser gratuita. E o jornalismo da TV só ganhou mais importância. Quando acontece algo de muito importante e você quer se informar, a TV será sempre o caminho do brasileiro.

E por falar em televisão, você acha que atores gays devem sair do armário até por respeito ao público mesmo que isso possa acarretar perda de trabalho?

Acho que isso cabe a cada um decidir. Eu não consigo opinar. Mesmo. Cada um sabe onde seu calo aperta.

Falando um pouco sobre política, você acha que o ator Mário Frias fará uma boa gestão como secretário da cultura? 

Juro que não estou fugindo, mas não sei mesmo. E o que é uma “boa gestão” é muito relativo.

“Eu amo a Antônia [fontenelle] calada”

Sua amizade com Antônia Fontenelle em algum momento ficou abalada em função do posicionamento político dela?

Não, jamais. Eu simplesmente ignoro tudo o que ela fala. Eu amo a Antônia calada. Um dia ela vai perceber que ela é muito mais interessante de boca fechada (risos).  Adorei essa resposta! Ela vai me xingar e eu adoro provocar a ira nela. 

Reprodução

Você é muito ativo nas redes sociais principalmente no Instagram e Twitter, mas como você lida com as críticas e comentários por vezes ofensivos. As críticas costumam te abalar?

Não leio mais. Ignorar é o melhor caminho. A ignorância é uma bênção.

De um jornalista especializado no mundo dos famosos, você se tornou hoje uma celebridade. Como é estar do outro lado, sendo o centro das atenções muitas vezes?

Péssimo, horrível. A parte boa é que meu nome virou uma marca associada à notícia de celebridade. Hoje a audiência da minha coluna vem em sua maior parte do Google. As pessoas colocam meu nome em busca de uma determinada informação. Isso é o que eu conquistei de mais valioso na minha vida profissional.

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